Objetivo: O objetivo deste estudo in vitro foi avaliar a influência do preparo cervical, realizado no tratamento endodôntico, na resistência à fratura de pré-molares superiores submetidos a diferentes procedimentos restauradores. Métodos: Cinquenta e seis primeiros pré-molares superiores com duas raízes foram selecionados e divididos aleatoriamente em sete grupos (n = 8 cada): S – dentes hígidos; C – tratamento endodôntico com preparo cavitário MOD; CR – grupo C + restauração com resina; HPCR – grupo CR + pino de fibra de vidro horizontal; CC – grupo C + preparo cervical; CCR – grupo CC + restauração com resina; e HPCCR – grupo CCR + pino de fibra de vidro horizontal. Após alocação aos grupos, as amostras foram termocicladas e submetidas ao ensaio de resistência à fratura em máquina universal de ensaios. Os dentes foram, então, inspecionados quanto ao tipo de fratura dentária: 1) fratura do assoalho da câmara pulpar associada ou não à cúspide e 2) fratura apenas da cúspide. Resultados: Na análise dos dados, houve diferença estatística no teste de Tukey (p>0,05) entre os grupos testados. Os grupos HPCR e HPCCR apresentaram os melhores comportamentos de resistência à fratura entre os grupos em que houve intervenção, embora inferiores estatisticamente ao grupo S. O grupo HPCR apresentou mais de 25% de fraturas no nível da câmara pulpar. O grupo HPCCR apresentou 62,5% de fraturas do assoalho das câmaras pulpares. Conclusões: O preparo cervical está associado à menor resistência à fratura. Dentes restaurados com pinos de fibra transfixados, independentemente do preparo cervical, apresentaram melhor resistência à fratura.