Essa delimitação inicial permite compreender o objetivo do capítulo: discutir de que modo a Biblioteconomia social e a mediação da informação podem contribuir para a promoção da inclusão informacional em realidades marcadas por vulnerabilidade social, sem perder de vista os limites institucionais e políticos que condicionam essa atuação. Santos e Paixão (2026), ao analisarem ações de inclusão social por bibliotecas públicas durante a pandemia da covid-19, mostram que as bibliotecas foram convocadas a reconfigurar seus serviços em meio à intensificação das desigualdades sociais e digitais, evidenciando tanto sua relevância pública quanto a insuficiência de respostas baseadas apenas na migração para ambientes online. Brito e Belluzzo (2026), ao retomarem a relação entre competência em informação e pessoas em situação de rua, indicam que diretrizes para bibliotecas públicas precisam reconhecer que a informação pode funcionar como meio de reconstrução de vínculos, acesso a direitos e ampliação de autonomia, desde que associada a práticas mediadoras sensíveis às condições dos sujeitos.