A proliferação, no Brasil, de hortas escolares, pelo seu reconhecimento como facilitadoras do desenvolvimento de hábitos alimentares saudáveis, contrasta com as raras publicações científicas sobre o tema. O artigo baseia-se em resultados parciais de pesquisa que pretende elaborar parâmetros para intervenções com hortas em escolas públicas urbanas no Brasil que favoreçam a Educação em Ciências e em Saúde. Sob a perspectiva pedagógica emancipatória pautada em fundamentos do Programa Nacional de Alimentação Escolar, da Sociologia das Ausências, da Complexidade, da Agroecologia e da Agricultura urbana procedeu-se à análise textual discursiva de relatórios sobre uma experiência com horta em escola pública urbana. São identificados aspectos para sua estruturação físico-pedagógica desconsiderados em grande parte das intervenções: a conjunção entre empenho intelectual e físico, a horizontalidade das relações e conhecimentos, escolha de cultivares com impacto pedagógico e, ainda, conformação ergonômica, equipamentos de segurança e composição de ambiente favorável à experimentação gustativa.