Neste estudo, recorte de uma pesquisa de Doutorado, objetivou-se mapear os efeitos de uma intervenção pedagógica on-line ancorada em estratégias autorregulatórias de atividade física (AF) durante a pandemia em um colégio público. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, do tipo intervenção pedagógica com auxílio de recurso didático. Foram realizadas 8 entrevistas semiestruturadas em grupo on-line com 35 estudantes (14 a 17 anos) do Ensino Médio. Utilizou-se o software IRaMuTeQ para interpretar os dados. Os resultados foram organizados em seis classes: “Diário como estímulo para AF”, “Estratégias para aumentar a motivação”, “Escolhas e fatores socioestruturais para AF”, “Influência do gosto e do incentivo para AF”, “Reflexões sobre metas e autoavaliação”, “Monitoramento da AF”. Estudantes previamente inativos ou pouco ativos (identificados com o personagem do recurso didático) sentiram-se mais confiantes para praticar AF (efeito positivo) com estratégias ensinadas na intervenção (diário de AF). Estudantes ativos fisicamente atribuíram efeito neutro à intervenção, mas valorizaram as reflexões críticas sobre as desigualdades sociais e a AF. Alguns estudantes empregaram estratégias autorregulatórias simples (metas graduais) mais consistentemente durante a intervenção, enquanto outros não as empregaram por: não ser algo intuitivo; falta de motivação; esquecimento. A intervenção pedagógica parece ser eficaz para o ensino conceitual das interfaces entre AF, psicologia e sociedade.